Arquivo da categoria: entrevista

Hélio Oiticica e uma vida de oposição ao colonialismo artístico

 Por Daniel Pompeu

“O que o Hélio queria era justamente propor uma arte brasileira de vanguarda com características que colocam em xeque o peso cultural milenar dos europeus e as demandas norte-americanas. Há uma busca e uma vontade centrada em afirmar sua própria terra, o Brasil”, afirma Annelise Estrella Galeazzi, pesquisadora da obra e trajetória do artista. Continue lendo Hélio Oiticica e uma vida de oposição ao colonialismo artístico

Carlos Joly: ‘Nossa biodiversidade está sendo incinerada’

Por Bianca Bosso

“Gestão ambiental adotada por nossos governantes, principalmente nestes últimos dois anos, é uma das principais ameaças em termos de expormos a população brasileira a novos vírus. No Brasil a principal ameaça do ponto de vista de novas pandemias vem do contato com novos vírus em áreas de desmatamento. Ainda não tivemos nenhum caso de pandemia iniciada no Brasil, mas é uma bomba-relógio” Continue lendo Carlos Joly: ‘Nossa biodiversidade está sendo incinerada’

Flávia Linhalis: O isolamento social mostrou a urgência em incorporar tecnologias ao ensino

Por Bianca Bosso Continue lendo Flávia Linhalis: O isolamento social mostrou a urgência em incorporar tecnologias ao ensino

Tel Amiel: ‘Percebemos o quanto estamos despreparados para EaD’

Por Bianca Bosso

Tel Amiel é professor da Faculdade de Educação da Universidade de Brasília e coordena a Cátedra Unesco de ensino a distância da universidade. Ele realiza pesquisas relacionadas ao ensino público e formação docente, educação aberta, tecnologia educacional e melhoria escolar. Com base em sua experiência e pesquisas na área, forneceu apontamentos sobre a virtualização da educação em um cenário pré e pós-pandemia. Continue lendo Tel Amiel: ‘Percebemos o quanto estamos despreparados para EaD’

Leandro Fontana: ‘Prédios comerciais esvaziados por pandemia poderiam se tornar habitação popular’

Por Ricardo Whiteman Muniz [pintura de Cinta Vidal Agulló]

Para o arquiteto, paisagista e morador do centro de São Paulo, ao invés de uma possível cidade espraiada incentivada pelo home office, seria melhor optar por “cidades compactas” com dinâmica urbana eficiente. “Já que os polos comerciais podem ficar vazios nessa conjuntura, não seria lindo se a iniciativa público-privada requalificasse esses edifícios para habitações populares?” Continue lendo Leandro Fontana: ‘Prédios comerciais esvaziados por pandemia poderiam se tornar habitação popular’

Helion Póvoa Neto: deslocamentos populacionais acompanham a história da humanidade

Por Mariana Hafiz

Agravados em tempos de pandemia e alta conectividade, fluxos migratórios configuram um mundo crescentemente móvel Continue lendo Helion Póvoa Neto: deslocamentos populacionais acompanham a história da humanidade

Juarez Xavier: ‘Onde há racismo, há machismo, e onde há racismo e machismo, há supremacismo de classe’

Por Rafael Revadam

Formado em jornalismo, com mestrado e doutorado pelo Programa de Pós-Graduação em Integração da América Latina da USP, Juarez Tadeu de Paula Xavier é professor da Unesp no campus de Bauru. Com cerca de 30 anos de experiência no jornalismo, é também colunista sobre diversidade da Rádio FM/Unesp e membro do Conselho Consultivo da Associação Brasileira de Pesquisadores e Comunicadores em Comunicação Popular, Comunitária e Cidadã (ABPCOM). É coordenador do Núcleo Negro Unesp para a Pesquisa e Extensão (Nupe). No ano passado, o professor foi esfaqueado e sofreu ofensas racistas no Dia da Consciência Negra.

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Christian Dunker: crise de saúde mental, clínicas abertas, redes sociais e divulgação científica

Em vídeo e texto, Mateus Bravin Lopes e Alan Felipe entrevistam Christian Dunker, psicanalista da USP e autor de vários livros que mantém há 3 anos o canal ‘Falando Nisso’ no Youtube:

“Nós temos 40 anos que antecederam essa hoje consensual crise em saúde mental. Um dos fatores é a modificação profunda de nossas formas de trabalhar. Então temos trabalho por projeto, trabalho precarizado, trabalho intermitente. Isso gera não só uma alteração no nosso cotidiano, mas o reposicionamento da função de sofrimento. São formas de gerenciar o trabalho ligadas ao aumento do sofrimento dos sujeitos para que produzam mais. Você atemoriza com a paranóia do desemprego, você pratica bullying ostensivo. São formas de gerenciar que vão até o coaching e companhia, verdadeiras fontes de insalubridade mental.” Continue lendo Christian Dunker: crise de saúde mental, clínicas abertas, redes sociais e divulgação científica